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Todos buscam um chefe amistoso!!!
por Alberto Ruggiero
Pelo
menos 46% de todos os profissionais entrevistados, das diversas
gerações e países latino-americanos,
reclamaram de já ter tido chefes difíceis, e
a proporção aumenta com o tempo no mercado.
Isso reflete a prevalência, nos gestores, de um modelo
mental condicionado pela visão da humanização
da gestão, segundo a pesquisa Stanton Chase International/Grupo
Foco.
Profissionais de todas as gerações
e dos diversos países latino-americanos enfocados disseram
já ter tido chefes difíceis. A proporção
aumenta com o tempo no mercado, mas mesmo os juniores, que
estão, em média, há dois anos e meio
na ativa, afirmam que tiveram um chefe difícil (46%).
Além de evidenciar a aspiração
geral por um chefe mais amistoso, esse resultado mostra a
importância que se dá ao gestor como líder
de elementos humanos. É o item que confirma a disseminação
da visão de humanização da administração,
que, embora ainda não seja observada satisfatoriamente
na prática, já faz parte do modelo mental dos
profissionais - o que a torna significativa para a manutenção
desses profissionais. Se o chefe amistoso ainda não
funciona como atratividade, o chefe difícil é
motivo de êxodo de uma organização.
Lembrando, a amostra pesquisada
foi de 4.514 profissionais do Brasil, Argentina, Chile, México,
Equador, Colômbia, Venezuela e Peru, representantes
de cinco gerações na ativa -seniores (50 anos
e mais), geração X (entre 40 e 49 anos), céticos
(entre 30 e 39 anos), geração Internet (entre
25 e 29 anos) e juniores (menos de 24 anos).
FATORES
MOTIVACIONAIS
Sobre o ambiente, os profissionais seniores e os da geração
X valorizam o trabalho em equipe, uma adaptação
de gerações que vêm convivendo com diferentes
escolas de administração. No entanto, privilegiam
ambientes em que haja ferramentas de convivência organizacional
formais, como negociação de conflitos. Foco
no relacionamento e no clima da empresa é o que têm
a geração Internet e os juniores. Eles preferem
ambientes descontraídos e divertidos, característicos
das gerações do hedonismo e do entretenimento.
Os céticos se mostram uma geração intermediária
entre as duas pontas: dão importância equilibrada
a um ambiente mais "profissional", mas querem que
possibilite certa descontração.
Os atritos entre as gerações
ficam mais evidentes na construção da carreira.
Os seniores e a geração X valorizam a busca
de conhecimento e de resultados como meio de ter sucesso na
carreira. Contudo, os céticos, a geração
Internet e os juniores têm pressa em conquistar cargos
e melhor remuneração. Aliás, a geração
Internet e os juniores são os carreiristas do século
21 - visam ascensão rápida e se dispõem
a trabalhar mais para alcançar posições
mais altas. Afirmam que são eles que dão o rumo
para a carreira - embora apontem atritos nas disputas e critiquem
o foco em interesses individuais quando percebem isso no chefe.
A força motriz dos mais jovens é de fato a conquista
de cargos e não necessariamente de resultados. Nesse
item, os céticos deixam claro que querem, além
de nova posição, reconhecimento financeiro.
No que diz respeito a realização,
os profissionais seniores e os da geração X
são, embora bem competitivos, bastante instrutores.
Trata-se das gerações que formaram e continuam
formando os céticos, a geração Internet
e os juniores. Ainda percebem as mudanças como oportunidades
de crescimento e, portanto, mostram-se dispostos a adaptar-se
a novos cenários, especialmente os da geração
X. Estes se declaram, ainda, preparados para trabalhar sob
pressão e valorizam a autonomia e a multiplicidade
de tarefas. Os céticos novamente mesclam características
das gerações X e Internet e dos juniores, só
que se distanciam significativamente da geração
X quando se fala em trabalho sob pressão. Embora sejam
competitivos, buscam qualidade de vida. Sentem-se motivados
por desafios e ambientes competitivos, mas desde que sejam
amistosos e valorizem a qualidade de vida, oferecendo espaço
para a vida pessoal.
O RANKING DA TIRANIA
A pesquisa Stanton Chase/Grupo Foco mostra um interessante
ranking das características dos chefes difíceis
mais rejeitadas pelos subordinados:
• Nunca admitir seus erros ou pedir desculpas: 62%
• Transmitir desprezo ou humilhar os subordinados: 54%
• Não dar feedback: 51%
• Ser ditatorial: 51%Não se preocupar com a comunicação:
46%
• Nunca ficar satisfeito com o trabalho dos subordinados:
45%
• Não saber delegar tarefas: 41%
• Preocupar-se somente com a própria carreira:
41%
• Tomar para si o mérito de idéias e inovações
de outros: 40%
• Nunca ser gentil: 35%
• Nunca elogiar: 34%
• Manipular: 34%
• Mentir: 30%
• Demitir sem explicar com franqueza as razões:
20%
A geração Internet e os juniores já admitem
de saída que não trabalham bem sob pressão
e que podem representar riscos para as empresas diante de
mudanças, segundo a análise. Que não
se pensem nessas gerações para multiplicidade
de tarefas, mas para multiplicidade de relacionamentos. Isso
pode confundir bastante os céticos na liderança
de tais grupos, porque eles viram nos chefes da geração
X modelos de multiplicidade de tarefas e tentaram reproduzi-los.
Fonte: HSM Management Update de 30/07/2008
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