
Liderança Estratégica:
Um Novo Desafio
por Alberto Ruggiero
Nos
últimos anos, mais um desafio surgiu e se somou àqueles
com os quais os líderes têm de lidar no dia-a-dia
das organizações: desenvolver e praticar a liderança
estratégica.
Para Stephen Robbins, estudioso
norte-americano do comportamento organizacional, há
uma grande escassez de líderes globais especializados.
Robbins cita uma pesquisa feita nos EUA com as 500 maiores
empresas tradicionalmente escolhidas pela revista Fortune.
Os resultados foram publicados em 2006 e são surpreendentes:
um deles revelou que 85% dos dirigentes entrevistados declararam
que suas corporações não dispunham de
um número suficiente de líderes globais, isto
é, líderes estratégicos.
Há várias formas
de definir liderança estratégica. Talvez a mais
simples e elucidativa seja a seguinte: é um conjunto
de habilidades e competências que faz com que os executivos
passem a reconhecer e praticar a atitude de pensar não
apenas em termos de curto prazo, resultados imediatos e contextos
restritos, mas também em termos de médio e longo
prazo, resultados mediatos e contextos amplos.
Fica evidente, portanto, que
pensar e agir tanto de modo local quanto de maneira global,
segundo as necessidades das organizações e do
mercado, passa a fazer parte das tarefas das lideranças
atuais. Para atendê-las, é necessário
desenvolver determinadas habilidades e competências.
Entre as mais importantes estão sem dúvida as
monitoradas por parâmetros internacionais como os Índices
Dow Jones de Sustentabilidade: a) ética e valores;
b) pensamento estratégico; c) visão de futuro;
d) consciência de sustentabilidade.
Hoje não se concebem mais
corporações competitivas que não reconheçam
esses indicadores e a eles se adaptem. Os executivos precisam
estar atentos aos novos desafios da competitividade corporativa,
os quais repercutem de modo direto na gestão de suas
carreiras. Três deles, entre outros, podem ser considerados
essenciais: a) saber reintegrar conhecimentos dispersos; b)
saber inspirar visão de futuro; b) saber como criar
comprometimento compartilhado.
No entanto, mesmo que as pessoas
estejam dispostas a se comprometer, o que fazer para que elas
se tornem capazes de lidar com a complexidade e a instabilidade
dos novos tempos?
Como já se sabe, a complexidade
não pode ser compreendida e trabalhada por meio de
modos de pensar simplificadores. Em outros termos, não
é possível enfrentar a diversidade e instabilidade
cada vez maiores do mundo atual por meio de modos de pensar
simplistas, imediatistas e locais como os hoje predominantes
em nossas sociedades. Portanto, é preciso mudar de
modelo mental, isto é, desenvolver novos modos de pensar
que levem a níveis adequados de adaptabilidade e integração
às novas realidades.
Essa é uma das principais
tarefas dos líderes estratégicos. Para ajudá-los
a desempenhá-la, novas metodologias de educação
e treinamento vêm sendo desenvolvidas e já estão
disponíveis. Várias delas estão reunidas
sob a denominação de pensamento integrador.
Fonte: HSM On-Line de Junho de 2008
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