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A arte de atrair e reconhecer
talentos
Por Simone do Nascimento Costa
Uma
organização que realiza uma nova contratação
deve compreender que além de um “ser humano”,
está contratando um indivíduo com anseio por
oportunidades.
É evidente que este colaborador necessita de um salário,
mas além das notas ($), procura uma organização
que queira mantê-lo em seu quadro de colaboradores,
e que possa dispor de outros benefícios como: um programa
de qualidade de vida, promoções, comissões
por desempenho e resultados, premiações, treinamentos
de capacitação e até mesmo, oportunidades
de carreira.
A valorização de cada colaborador no contexto
organizacional é imprescindível, à medida
que cada um deve ser tratado na sua particularidade. Para
isso seus gestores (líderes), não devem desenvolver
uma linguagem que valorize apenas os números, visto
que a liderança coerente acontece a partir de uma comunicação
que promova discussões em grupo, que crie o espírito
de equipe, e que resulte num modelo de organização
competitiva e produtiva.
Quando existem estímulos, os resultados positivos são
conseqüências decorrentes de um trabalho vinculado
a práticas saudáveis dentro da organização.
É necessário, deixar os gráficos com
demonstrações de crescimento através
de porcentagens e quantidades para um segundo momento, pois
os colaboradores de uma organização precisam
da “explosão do reconhecimento”; aquela
que indica sua evidente colaboração junto à
empresa.
Vamos optar pelos gráficos com demonstrações
de “diferenciais” no contexto organizacional.
Demonstrem que através da “interação”
de determinado setor, foram agregados resultados relacionados
à capacidade de soluções rápidas
por problemas manifestados pelos clientes; ou que através
da “motivação” nas equipes, foi
possível contribuir com novas práticas no que
se refere à negociação com os clientes;
e que ainda, através da “flexibilidade”,
todos os investimentos da área de treinamento, se transformaram
em recursos de criatividade utilizados para fixar o produto
ao cliente.
Faça seu funcionário sentir-se “único”
e “especial”, reconhecendo cada esforço
realizado; cada etapa vencida. É evidente que esta
não é uma tarefa fácil, mas, por exemplo,
de acordo com os treinamentos programados em sua organização,
planeje um evento diferenciado, digamos um “encontro
motivacional”.
Evidencie as conquistas de cada colaborador na empresa, sempre
enfatizando que mesmo aqueles que ainda não se sobressaíram
estão sendo observados, pois a organização
reconhece que muitos estão trilhando novos caminhos
dentro de seu contexto.
Os vídeos motivacionais são ótimos, mas
utilizem também de outras práticas; criando
um momento favorável para que falem de suas próprias
vivências profissionais, relembrando o momento de sua
entrada na organização até os dias atuais.
A organização deve registrar momentos de sua
história, sem esquecer que seus colaboradores fazem
parte dela. Desta forma, criar ocasiões também
faz parte de um momento importante no contexto organizacional,
seja para tirar uma simples foto, ou colher uma imagem do
seu colaborador exercendo suas atividades diárias;
sempre se atentando ao fato de que este momento poderá
ser utilizado para surpreendê-lo, por exemplo, em um
“treinamento”.
Faça-os lembrar do sorriso pelo primeiro salário,
do primeiro abraço por uma conquista, das confraternizações,
dos momentos de premiações, da caracterização
de um departamento em virtude de festas comemorativas, do
colega de equipe que lhe deu a primeira ajuda sobre um trabalho
a ser executado, inclusive do colega que com um simples sorriso
e um lindo “Bom dia” mudou seu humor, e não
se esqueçam de fazê-los relembrar dos “acertos”,
que vieram depois dos “erros”. Se não houvesse
erros ou dúvidas, para que teríamos a palavra
“aprendizado”? Identifiquem juntas as qualidades
preponderantes em suas equipes e em seus departamentos, compreendendo
que todas essas qualidades fazem a diferença para a
organização.
Não permitam que um Processo de Gestão de Pessoas
se transforme em regras incoerentes, que somente irão
podar seus colaboradores; nem esperem que a área de
RH vá aos seus departamentos reconhecer os funcionários
que “VOCÊS” lideram todos os dias.
Sempre devemos buscar nossas estratégias, compreendendo
quais são as missões de nossa empresa e as estratégias
que são necessárias para alcançarmos
sucesso nos negócios, porém latente a este processo
devemos compreender que temos “talentos” em todo
o contexto organizacional, e são eles que formarão
uma organização dinâmica e flexível.
É exatamente este “todo”, que nos fará
ter dimensão do globalizado, bem como das oportunidades
que deveremos criar. O que deve ficar bem claro, é
que independente de visões pré-estabelecidas,
o comprometimento com o ser humano deve ser sempre a “preocupação
maior”. Você sozinho tem uma capacidade X caso
utilize o seu tempo para se comprometer somente com a organização;
mas se usar esse tempo criando coeficientes de contribuição,
para se comprometer em apoiar também, seus 10 colaboradores,
multiplicará esta capacidade por 10. O que dará
mais resultado para a organização?
Não existem profissionais de sucesso em organizações
que pleiteiam apenas “sonhos de papel”; que possuem
aqueles infindáveis projetos, que só gastam
tempo e nunca saem do papel. Os colaboradores de uma organização
precisam da “realidade”, que contém oportunidades
de desenvolvimento e que garantam consistentes carreiras de
sucesso.
Não existe estratégia numa organização
que só pede por mudanças, mas não abre
caminhos para que isso aconteça! O primeiro passo é
mudar conceitos, compreendendo que o colaborador é
um “parceiro”, que para difundir qualidade de
serviços, precisa ter a qualidade do que é “sustentável”,
ou que para agregar valor a qualquer produto, precisa ser
reconhecido como alguém potencial para sua organização!
O reconhecimento do talento humano não é só
um diferencial em uma organização, mas sim a
conquista do sucesso de qualquer negócio. Deixem seus
funcionários serem “construtores de idéias”;
não permitam que sejam expectadores, pois quem apenas
assiste ou observa, não se sente “parte integrante”
de nenhum contexto; seja ele qual for!
*Universidade Metodista de São Paulo
Graduação Tecnológica em Gestão
de Recursos Humanos
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