| |

Responsabilidade social: mais que um modismo, uma realidade
no cenário empresarial
por Lídia Tamy
Todas
as empresas gostariam de ser admiradas pela sociedade, por
seus funcionários, pelos parceiros de negócios
e pelos investidores. Posto isto, a partir da criação
do Instituto Ethos - Instituto de Empresas e Responsabilidade
Social- em 1998, foi criada uma ponte entre os empresários
e as causas sociais, tornando a questão sócio-ambiental
cada vez mais matéria obrigatória das agendas
dos executivos.
Uma empresa socialmente responsável pensa nas conseqüências
que cada uma de suas ações pode causar ao meio
ambiente, a seus empregados, à comunidade, ao consumidor,
aos fornecedores e a seus acionistas. De nada adianta investir
milhões em um projeto comunitário e poluir os
rios próximos de suas fábricas ou dar benefícios
e oportunidades a seus funcionários e não ser
transparente com seus consumidores, ou ainda preservar florestas
no Brasil e comprar componentes de um fabricante chinês
que explora mão-de-obra infantil. Embora adequar-se
às exigências sócio-ambientais dos mercados,
governos e sociedade, leve a empresa a despender um montante
considerável, traz inúmeros benefícios
financeiros e vantagens competitivas.
No cenário atual, a empresa que não busca adequar
suas atividades ao conceito de desenvolvimento sustentável
está fadada ao fracasso em curto ou médio prazo,
pois os investidores não querem mais arriscar indefinidamente
seus patrimônios em companhias que se recusem a tomar
medidas preventivas na área social e ambiental. Contudo,
não são apenas os investidores e acionistas
que “dão permissão” para a continuidade
das empresas. Pesquisas confirmam que os consumidores pagam
mais por produtos ecologicamente corretos: "segundo o
NRF (National Retail Foundation, ou Fundação
Nacional de Varejo), 43% dos americanos já preferem
comprar produtos de empresas responsáveis, o que para
nós é um indicador muito forte de uma tendência
que está chegando e irá se consolidar em nossa
cultura.
No Brasil já existe o questionamento por parte do consumidor,
o que poderá gerar ações concretas no
futuro", destaca o diretor da ABF (Associação
Brasileira de Franchising) em uma entrevista à Gazeta
Mercantil. Pensar a responsabilidade social apenas como iniciativas
sociais e filantrópicas não define a sustentabilidade
da empresa.A ordem deve ser a busca do desenvolvimento sustentável,
que em três critérios fundamentais devem ser
obedecidos simultaneamente: equidade social, prudência
ecológica e eficiência econômica.
Cases de grandes empresas
como Nestlé, Coca-Cola, Sadia, Boticário, Vale
e Shell, demonstram que um programa de responsabilidade social,
quando realizado de forma autêntica, só traz
resultados positivos para a sociedade e para a empresa. A
Fundação O Boticário, a segunda maior
iniciativa de proteção ao meio ambiente no país,
é responsável pelo gerenciamento de mais de
R$ 5 milhões em novos projetos de conservação
da Natureza.
Em entrevista a um site , Maria de Lourdes Nunes, gerente
da Fundação, diz que para ela responsabilidade
social nada mais é que “o compromisso ético
de se relacionar com todos os outros atores (sociedade, meio
ambiente, governo, futuras gerações...) de forma
que todos ganhem, assumindo o seu papel na construção
de um país melhor para todos.” A Fundação
atinge seus objetivos por meio de três programas: Incentivo
à Conservação da Natureza, Áreas
Naturais Protegidas e Educação e Mobilização.
“A responsabilidade social de O Boticário é
estratégica na gestão de negócios. A
empresa entende que pode contribuir para a transformação
da sociedade não apenas gerando riqueza empresarial,
mas agindo de modo que o desenvolvimento possa ser transformado
em benefícios para todos.”, afirmou a gerente.
Parece um pouco contraditório, mas uma empresa do setor
de abastecimento de combustíveis também consegue
se mobilizar em prol de uma atitude responsável. Inserida
em um setor produtivo conhecido como poluidor e irresponsável
ecologicamente, a Shell tem investido pesado em ações
de responsabilidade social, especialmente na área de
meio-ambiente e integração com as comunidades
nos países onde atua.
O compromisso com o desenvolvimento sustentável, explícito
nos Princípios Empresariais da companhia, vem sendo
trabalhado interna e externamente desde 1997. A partir desta
perspectiva, o principal projeto da Shell Brasil é
o Iniciativa Jovem, baseado no programa mundial Shell LiveWire,
desenvolvido pelo Grupo Shell. Lançado em 2001, o Iniciativa
Jovem tem como objetivo incentivar o espírito empreendedor
de jovens com idade entre 18 e 30 anos, preferencialmente
de classes sociais menos favorecidas. Sendo assim, buscando
se adaptar às novas demandas por sustentabilidade no
mercado, o RHDebates dá uma dica para você que
não quer ficar de fora desse novo “cenário
empresarial socialmente responsável”: comece
a exercitar sua responsabilidade social neste final de ano,
contribuindo para uma (ou mais) das diversas campanhas tradicionais,
como Natal sem Fome.Vale lembrar que neste ano, além
de alimentos, também serão arrecadados livros
infanto-juvenis e brinquedos para a campanha Natal sem Fome
dos Sonhos. Pensando nisso, no dia 16 de Dezembro o RHDebates
fará a sua parte arrecadando livros infanto-juvenis
no seu 11° Café.Esperamos por você!
Em meio a essa infinidade de
informações, não podemos deixar de pensar
na possibilidade de, no próximo ano realizarmos um
fórum sobre Responsabilidade Social Empresarial , reunindo
algumas empresas, autores e profissionais da área para
debater o assunto.Aguardem...
|
|