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Dia 16 de dezembro o debate será sobre Indicadores
de Gestão de RH.
Mais
um ano chega ao fim e percebemos que a cada dia o cenário
empresarial vem sofrendo intensas mudanças. Seguindo
essa lógica de transformações, o RH tem
agora um papel estratégico nas organizações
e as empresas precisam avaliar os resultados das ações
implantadas por este setor.
Dentre os instrumentos usados para mensurar resultados, os
de maior destaque são os INDICADORES DE RH.Estes são
de extrema importância para que o RH tenha, em números,
uma visão geral dos resultados de suas ações.
Normalmente, a maioria das empresas não tem um instrumento
adequado para efetuar a coleta de dados e utilizá-los
da melhor forma possível.Isto porque não adianta
criar essas ferramentas e apenas se empenhar em produzir relatórios
e gráficos que para nada servirão.
Pensando nisso, o RHDebates fecha o ano de 2008 oferecendo
aos profissionais de RH do Rio de Janeiro, uma ótima
oportunidade para aprenderem um pouco sobre a forma mais eficaz
de medir os resultados de suas ações no próximo
ano.
Para o dia 16 de dezembro, o nosso convidado é o administrador
Marcelino Tadeu, autor do livro “Indicadores de Gestão
de Recursos Humanos”.No debate serão abordadas
questões que com certeza o ajudarão a saber
como e quando usar indicadores e índices para monitorar
os custos de pessoal e análise da produtividade dos
recursos humanos
Leia a entrevista que
o RHD fez com o palestrante:
RHD:
O que são indicadores de gestão de RH?
Marcelino: Indicadores
são medidas ou referências numéricas que
auxiliam na compreensão de custo, tempo, quantidade,
qualidade e satisfação das pessoas.
RHD:
A definição desses indicadores varia de acordo
com o tipo de segmento ou "porte" das empresas ou
independe desses fatores?
Marcelino: Medir
faz parte do nosso quotidiano. Cada um de nós estabelece
dezenas de medições envolvendo renda, despesas,
dívidas, crédito, investimentos, idade, peso,
altura, saldo bancário, patrimônio etc. Nesse
sentido, o botequim da esquina e a maior indústria,
em qualquer País do mundo, com mais ou menos sofisticação,
estão medindo, mensurando. O tamanho da Organização
pode apenas ampliar os recursos para geração
de indicadores. Qualquer Organização, tenha
ou não fins lucrativos, por exemplo, desenvolve medições
sobre pessoas. Todas sabem, por exemplo, quantos empregados
possui, quanto custa cada empregado; de quantos terceiros
se utiliza etc.
RHD:
Qual é a importância de se definir indicadores
de aferição das ações das áreas
de desenvolvimento de RH?
Marcelino:
Um executivo de uma grande empresa usualmente, salienta
com muita freqüência que "quem não
mede, não chega". Isso vale em tudo (ou em quase
tudo) na vida. Em qualquer atividade, dentro ou fora de RH,
temos - e precisamos - medir. Medir tempo, custo, quantidade,
qualidade e satisfação. Os indicadores estão
aí e fazem parte do processo de gestão de qualquer
processo.
RHD:
De acordo com os dados contidos no seu livro, é possível
perceber que existem vários tipos de indicadores a
serem usados pelo gestor de RH.Como saber quais são
os mais eficazes para o cenário da minha empresa?Existe
um método específico para a definição
desses indicadores?
Marcelino: Kaplan e Norton, autores
do famoso BSC (balanced scorecard), salientaram em um artigo,
que os gestores, de uma forma geral, acreditam que indicadores
são essenciais, embora raramente pensem neles quando
definem estratégias ou planos de ação.
Se estratégias, objetivos, planos de ação
etc., ajudam na compensação de alvos, os indicadores
permitem que saibamos onde estamos, para onde vamos e com
que velocidade. Indicadores importantes são aqueles
que ajudam a Organização a dar um próximo
passo, aprendendo com o passado. O indicador ideal é
aquele que mede o que é importante para uma Organização
ou atividade.
RHD:
Empresas de médio e grande porte têm investido
cada vez mais em programas de treinamento e desenvolvimento
de funcionários a fim de aprimorar o potencial dos
funcionários e abrir novas oportunidades dentro da
empresa. É possível medir o retorno de um investimento
em treinamento?
Marcelino: Esse é um ponto
cuja resposta não é tão simples, embora
as atividades de treinamento, desenvolvimento, sejam repletas
de números (custo, tempo, pessoas etc.). Jac Fitz-enz,
o precursor das medições, provoca que é
possível medir o retorno, embora reconheça que
com um grau importante de subjetividade. Nesse caso estabelece
uma relação entre investimento em T&S (causa)
e lucro (efeito). Não é uma conta fácil
pois há um distanciamento importante entre as duas
variáveis. Pontualmente, no entanto, há como
se estabelecer uma relação de causa e efeito.
Falhas em processos, índice de perda de bagagens, defeitos
na fabricação de produtos - entre outros aspectos
- como identificados, podem ser reduzidos com intervenções
envolvendo capacitação. Há que se considerar,
no entanto, como diz Chiavenato, que o desempenho é
fruto de três elementos básicos: saber fazer,
querer fazer e poder fazer. Nem todo mundo que sabe, quer
ou pode e nem todo mundo que pode, quer ou sabe.
RHD:
De acordo com a pergunta anterior, existe um percentual ideal
para o resultado dessa medição?
Marcelino: O ponto ótimo é
o que a Organização entender que é bom
e que justifica o investimento e o retorno. Particularmente
acredito que o "olhar para dentro" é o mais
importante. Melhorar a cada dia, repensar investimentos e
assim por diante. Como diz Maria Rugênia Pomi, co-fundadora,
no Brasil, do instituto Saratoga: se queremos transformar
processos e implementar ações de mudança,
temos que avaliar alternativas ou pontos com potencial de
melhoria; para tal avaliação é necessário
comparar resultado esperado e resultado efetivo; para estabelecer
tal comparação, precisamos medir.
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