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Universidade corporativa:
um “novo” método de treinamento e educação
por Lídia Tamy
Para
muitos ainda pode parecer uma novidade, mas a primeira Universidade
Corporativa foi criada em 1956 – a da General Electric,
em Crotonville, no Estado americano de Nova York- com o objetivo
principal de promover maior eficiência gerencial durante
um processo acelerado de crescimento da economia americana.
As “corporate universities” atuais são,
no entanto, bem distintas das pioneiras. “Se, antigamente,
elas atendiam basicamente ao pessoal mais graduado –
e apenas de maneira presencial –, hoje elas agem sobre
todos os funcionários da corporação,
e têm de se manter com recursos próprios, o que
implica a abertura de suas salas de aula para públicos
externos, como clientes e fornecedores”, explica a consultora
de educação Ester Andrade do Bonfim em artigo
extraído da internet . Outra diferença entre
as modernas e suas precursoras dos anos 50 e 60 são
os pesados investimentos em tecnologia, digital em particular,
para viabilizar ferramentas de ensino a distância.
Mas... o que é uma Universidade Corporativa? Segundo
Jeanne Meister, da Corporate Universities Exchange, ela nada
mais é que “um guarda-chuva estratégico
para o desenvolvimento e educação de funcionários,
clientes e fornecedores, buscando otimizar as estratégias
organizacionais”.
Depois dessa definição você deve estar
se perguntando qual é a diferença entre a Universidade
Corporativa e o tão conhecido Departamento de Treinamento,
não é mesmo?O vice-presidente do Instituto de
Educação Corporativa MVC afirma que “o
departamento de treinamento tende a ser reativo, descentralizado,
buscando atingir um grande público, com uma razoável
variedade de programas ‘abertos’, nem sempre voltados
para a solução de problemas do ‘negócio’.”
Já a Universidade Corporativa “centraliza as
soluções de aprendizado para cada ‘família’
de cargos e funções dentro da organização
(tracks), utilizando o treinamento como instrumento de massa
crítica, reduzindo custos pela escala de contratação,
definindo padrões comuns para atuação
dos consultores externos etc.”
Hoje existem mais de 2000 universidades corporativas nos Estados
Unidos, incluindo as de gigantes como McDonald's, IBM, Microsoft,
Oracle, General Motors, Disney e Xerox. Acredita-se que em
pouco tempo esse número vá superar o total das
instituições tradicionais americanas.
No Brasil, graças à aposta de grandes empresas
como AmBev, Accor, Santander Banespa, Banco do Brasil, AMIL,
Embratel entre muitas outras, as Universidades Corporativas
passaram de dez na década de 90 para cerca de 150 em
2005— segundo levantamento da professora Marisa Eboli
da Faculdade de Economia e Administração da
USP —. Hoje, especula-se que esse valor tenha dobrado.
A característica fundamental das universidades corporativas
é a personalização dos cursos de acordo
com a realidade de cada empresa. No entanto, vale lembrar
que sua empresa precisa ter um porte mínimo para essa
implantação. Aconselha-se que o número
de empregados seja superior a 1.000 e o faturamento global
superior a 200 milhões de dólares.
Está curioso para saber o que se aprende com a educação
corporativa? Segundo a UNESCO, as Universidades Corporativas
devem buscar desenvolver as quatro aprendizagens consideradas
essenciais para os profissionais do século XXI: aprender
a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e finalmente
aprender a ser.
O ensino corporativo, portanto, garante ganhos para toda a
sociedade, e tem, sem dúvida, um efeito multiplicador.
Profissionais qualificados, motivados, éticos, habituados
a trabalhar em equipe, imbuídos do sentimento de cidadania
e com espírito empreendedor tendem a se tornar naturalmente
líderes e referências em suas famílias
e nas comunidades onde vivem. O nosso país só
tem a ganhar com isso.
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